PERFIL IMUNE POR CITOMETRIA DE FLUXO

Aplicação

A Imunova é uma empresa com largo conhecimento no emprego da citometria de fluxo para a avaliação imune de animais.

A citometria tornou-se uma técnica amplamente difundida para a avaliação do sistema imune por ocasião do aparecimento do HIV/AIDS. A técnica evoluiu juntamente com o espalhamento da doença, e hoje é utilizada como monitoramento rotineiro da resposta do organismo hospedeiro à infecção e à terapia antirretroviral (Mandy et al., 2004). Nessa síndrome, a progressão da infecção é inversamente correlacionada à presença dos linfócitos T CD4 (auxiliares). Este é o que se denomina de “imunofenótipo” do paciente apresentando a síndrome da imunodeficiência. Esse é um exemplo simples de como a determinação da quantidade circulante de um subgrupo específico de células imunes é importante na avaliação do processo saúde/doença.

De modo similar, o mesmo princípio é aplicável para infecções ou outras formas de desafio em animais. Pode-se determinar o imunofenótipo de cada indivíduo ou grupo sob qualquer condição, para que se possa compreender como o sistema de defesa responde ou influencia outras características. A Imunova aplica essa tecnologia de alta sensibilidade para avaliar o sistema imune animal em qualquer situação em que se espera uma modulação dessa resposta, como em testes de produtos (vacinas, imunoestimulantes, aditivos nutricionais) ou em situações de infecção experimental.

A resposta imune não é igual para todos os estímulos, e conhecer seus mecanismos exatos permite alterá-la.

Modo de Funcionamento

A citometria de fluxo é uma técnica utilizada para realizar avaliação celular. O citômetro é um equipamento que conta individualmente as células de uma amostra, além de ser capaz de identificar o grupo celular de que se trata. O perfil imune, ou imunofenótipo, determina o estado de ativação das defesas do animal, bem como a capacidade de responder a novos desafios. Assim é possível determinar como ocorre a resposta a um dado estímulo.

A Imunova conta com um painel de marcadores para subtipos celulares que podem ser avaliados a partir do sangue ou, se necessário, de outras amostras.

Veja a apresentação a seguir para compreender a importância da avaliação pela citometria de fluxo:

O Sistema Imune Animal

A resposta imune, como se sabe, inicia-se a partir de um estímulo externo.

Entretanto, a partir deste ponto, muito pode variar na resposta que um animal gerará contra um invasor.
Após a entrada do agente estranho no organismo do animal, inicia-se uma resposta inespecífica contra o agente, da qual participam principalmente os granulócitos e os monócitos/macrófagos. Estes últimos serão os responsáveis pelo direcionamento da resposta, que poderá ser predominantemente uma resposta humoral ou celular, ou ainda uma resposta mista.

Divisões da resposta Imune

Fonte: Harber et al., 2000
http://journals.cambridge.org/fulltext_content/ERM/ERM2_09/S1462399400002143sup008.htm

É importante observar como a escolha da resposta que ocorrerá é importante, e que os dois “braços” da resposta adaptativa podem ser excludentes entre si. Isto significa que avaliar a quantidade de anticorpos circulantes nem sempre diz respeito à condição da competência da resposta frente a um desafio (infecção, vacinação).

Alguns tipos celulares terão função mais específica nos tecidos, atuando na proteção de mucosas por exemplo, onde a presença de anticorpos no sangue não é detectada. Através da citometria de fluxo e com o uso de certos marcadores celulares, este direcionamento da resposta imune pode ser determinada.

 

 

 

Linfócito, no meio do campo, visto por esfregaço de sangue periférico. A citometria permite identificar o tipo de linfócito de que se trata, e por consequência por qual caminho seguirá a resposta imune. (Esfregaço de sangue de galinha).