Nutrição animal e a Biotecnologia

O investimento em biotecnologia na indústria veterinária é cada vez mais expressivo. No Brasil, a produção animal é altamente tecnificada, e a biotecnologia tem sido empregada com o intuito de fazer essa indústria dar ainda mais um passo adiante. A abolição do uso de promotores de crescimento é uma das situações que têm demandado muita pesquisa. A Imunova atua exatamente no campo de biotecnologia, colaborando com empresas veterinárias para testar novos produtos e mesmo a desenvolver novos compostos.

O IV Encontro de Pesquisa e Inovação da Embrapa Agroenergia (EnPI 2017) deu grande destaque para o uso da biotecnologia para a nutrição animal:

[Nesse evento,] O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves Everton Krabbe explicou que enzimas têm sido usadas há muitos anos para que os animais consigam digerir componentes dos vegetais. “As fitases foram as primeiras enzimas utilizadas comercialmente. Quando na condição ideal de temperatura e pH, normalmente encontradas nos estômagos dos animais, elas atuam na quebra do fitato e liberam uma série de moléculas de fósforo e, em menores quantidades, cálcio, manganês, magnésio, zinco, cobre e alguns aminoácidos”,  lembrou.
Ao longo dos anos, outras classes de enzimas foram sendo adicionadas às rações para permitir a absorção de outros nutrientes, o que não significa que o espaço para inovação acabou. “Essa é uma ciência viva, ela não para”, afirmou o diretor de Inovação e Ciência Aplicada para o Brasil e a América Latina da DSM, Luis Fernando Tamassia. Atualmente, as empresas já estão se debruçando sobre as diferentes características de biomassas produzidas em determinadas regiões e como elas interferem no desempenho das enzimas. “O milho que se produz no Paraná não é igual ao que se produz em Goiás”, ressalva.

Pesquisador da Biorigin, o zootecnista João Fernando Koch falou sobre como a biotecnologia pode fazer com que as rações promovam a saúde intestinal dos animais, o que é essencial para o produtor rural obter bons rendimentos. Para os consumidores de rações para pets, a preocupação é a saúde e a longevidade dos animais. O professor Marcio Brunetto, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), diz que, nos Estados Unidos, os donos de cães e gatos já estão se dispondo a pagar mais por produtos enriquecidos com pré-bióticos, por exemplo. A expectativa é que os brasileiros sigam a tendência.

Fonte: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/28622890/industrias-investem-na-biotecnologia

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